Projeto Reviver

Projeto Reviver
São Luís - MA

terça-feira, 12 de julho de 2016

Um Pouco de Geografia...

   Iai pessoaaal...tudo bem com vocês???
   Hoje estou aqui pra falar um pouco da geografia de São Luís, mas calma que não vai ser nenhuma aula de geografia. É apenas comentando um pouco onde se localiza a cidade, que estado, clima, cidades vizinhas e diversas outras coisas que eu já devia ter falado aqui mas acabei que falei outras coisas e esqueci...hehe.
   Mas enfim, são informações muito importantes e legais que eu tenho pra passar pra vocês. Vou tentar não ser cansativa e falar rapidinho.
   Então vem comigo que eu te conto...

   São Luís, como todos já sabem, é um município brasileiro e a capital do estado do Maranhão. A cidade fica localizada na ilha de Upaon-Açu (denominação essa dada pelos índios tupinambás significando "Ilha Grande"), no Atlântico Sul, entre as baías de São Marcos e São José de Ribamar. Quando em 1621 o Brasil foi dividido em duas unidades administrativas - Estado do Maranhão e Estado do Brasil - São Luís foi a capital da primeira unidade administrativa, sendo que em 1737 com a criação do Estado do Grão-Pará e Maranhão, Belém passou a ser a nova capital.
Ilha Upaon-Açu

   Sendo a maior cidade de todo o estado e também a principal da Região Metropolitana, possui 1.073.893 habitantes (estimativa IBGE, 2015). Ocupa uma área de 834,785 km² e está localizada no Nordeste do Brasil, a 2° ao Sul do Equador, estando à 4 metros acima do nível do mar.
   São Luís é a única cidade brasileira fundada pelos franceses, como eu já tinha falado para vocês, sendo uma das três capitais brasileiras localizadas em ilhas (as outras são Florianópolis e Vitória). Limita-se com os municípios de Paço do Lumiar, São José de Ribamar, Raposa e com o Oceano Atlântico.
   Quanto ao clima...São Luís possui clima tropical, quente e úmido. A temperatura mínima na maior parte do ano fica entre 21 e 27 graus e a máxima geralmente entre 27 e 34 graus. Apresenta dois períodos distintos: um chuvoso, de janeiro a julho, e outro seco, de agosto a dezembro. Ou seja, nunca faz frio, mas não faz tanto calor como as outras cidades do nordeste, devido à sua localização que favorece os ventos nordeste que garantem temperaturas mais amenas mesmo nos dias de forte presença do sol. É muuuito vento minha gente....rsrs  
   Os principais rios que cortam São Luís são o Bacanga, que atravessa o Parque Estadual do Bacanga, e o Anil, que divide a cidade moderna e o centro histórico. O rio Itapecuru é o que abastece a cidade, embora não passe pela ilha.
Foz do Rio Anil

   A Lagoa da Jansen (que possui saídas para o mar) é a principal e maior lagoa da ilha, com 6.000 m² de área, e uma grande atração para a população e para os turistas por possuir uma orla onde pode-se  andar de bicicleta, correr, fazer caminhada e levar a criançada para brincar. Tem programas para todas as idades.   
Lagoa da Jansen

   A cidade de São Luís está localizada numa área de encontro de duas floras: a flora da amazônia e a flora nordestina. Isso faz com que a ilha de São Luís tenha uma flora muito diversa e rica em espécies. A vegetação da cidade é diversificada e, em sua maior parte, litorânea. Com grande número de coqueiros, São Luís conta também com uma quantidade considerável de manguezais. Encontram-se parques ambientais por toda a capital maranhense, entre os quais, o Parque Estadual do Bacanga que guarda restícios de vegetação da Floresta Amazônica, totalmente preservado.
   Há um Parque Botânico na cidade que foi fundado no dia 05 de julho de 2008, Dia Mundial do Meio Ambiente. Ele está localizado na região de Itaqui-Bacanga e conta com uma estrutura para atender até 10 mil pessoas. É o primeiro parque botânico construído na cidade com um espaço voltado ao lazer, pesquisa, cultura e educação ambiental.
  A formação florestal margeada por matas ciliares e de várzea é a principal característica da região do Parque Botânico de São Luís. A construção de um viveiro para abrigar até 120.000 mudas é um dos principais projetos do parque. O viveiro além de proteger espécies típicas dos ecossistemas maranhenses servirá como base para revegetação de áreas, arborização urbana e amenização paisagística. Diferentes atividades são proporcionadas aos visitantes do parque, como oficinas temáticas, palestras, mini-cursos, apresentações musicais e culturais, trilhas ecológicas e exposições.
Parque Botânico

Bom, eu não vou me estender muito porque a intenção é somente falar um pouco da cidade, por eu ainda não ter falado nada da “atual São Luís”.
Nos próximos posts eu vou falar mais um pouco da cidade, da culinária, das praias...enfim...são muitas coisas.
Espero que gostem. E não se esqueçam de me seguir nas redes socias... só assim vocês ficam por dentro de tudo e não perdem mais nenhum post.
Um grande beijo!!! E até a próxima!!!

Facebook: facebook.com/saoluisporfabifalcao
IG: @saoluisporfabifalcao
Snap: fabiolafalcao03


Iaí pessoaaal... Tudo bem com vocês???

   Depois de muito tempo sumida por falta de tempo, estou eu aqui de volta no Blog. E vou começar esse post com uma novidade...EU VOU VIAJAR PARA SÃO LUÍÍÍÍÍÍÍÍÍSS rsrs.
   Isso mesmo...estou com a passagem marcada para o dia 27 de julho e vou sair daqui da minha cidade, em Juiz de Fora, Minas, e aterrizar na Ilha do Amor. Lá eu vou poder mostrar para vocês os pontos turísticos, restaurantes, praaaaias...e várias outras coisas que essa cidade maravilinda oferece. Vou tentar fazer vídeos para mostrar para vocês tudo isso (não sou muito boa em edição de vídeo...kkkk).
   Outra coisa...como vocês puderam perceber o nome do Blog mudooou. Achei que ficaria mais personalizado assim...rsrs
   Enquanto isso quero falar com vocês sobre várias outras coisas que faltaram falar sobre São Luís. Tem assunto pra caramba ainda.
   
   Me sigam também nas redes sociais:
   Facebook: facebook/saoluisporfabifalcao  
   IG: @saoluisporfabifalcao
   Snap: fabiolafalcao03

Beijo grande e até mais!!!
   

quarta-feira, 20 de abril de 2016

MAS POR QUE JAMAICA BRASILEIRA?

   Oiee galeera...
   Nesse post eu vou falar um pouco sobre como São Luís recebeu essa nomenclatura de Jamaica Brasileira e como tudo começou.
   O reggae chegou ao Brasil aproximadamente na década de 60, onde foi identificado algo próximo ao estilo. Na década de 80 se expandiu com o grupo Os Paralamas do Sucesso e na década de 90 surgem outras bandas.
   No Maranhão, a história do reggae começou na década de 70 e trouxe uma semelhança rítmica com uma das maiores e mais antiga expressões da cultura popular local, o Bumba-meu-boi, uma síntese das culturas africanas, indígenas e européias. Muitas são as explicações para a chegada do ritmo no estado. Acredita-se que marinheiros que chegavam ao porto de São Luís e de Cururupu (na baixada maranhense), deixavam discos trazidos da Jamaica nas zonas de prostituição para pagar pelos serviços.
   No estado também já havia uma predominância de ritmos caribenhos como a lambada, o merengue, a salsa, o bolero, entre outros. Ritmos esses que eram tocados em clubes que tem o perfil dos clubes de reggae de hoje e veiculados nas radiolas (aparelhos de som da época). O fato de os ritmos caribenhos serem bastante aceitos no Maranhão confirma a aceitação do ritmo jamaicano, embora os freqüentadores dos clubes não soubessem de que ritmo se tratava. Aos poucos então, o reggae foi sendo introduzido na programação musical dessas casas e passou a ser conhecido pelo povo.
   O reggae roots ou reggae tradicional jamaicano é o mais ouvido no Maranhão devido à relação muito grande que o estado tem com a Jamaica por conta de grupos étnicos que vieram da África. As pessoas que foram trazidas escravizadas para o Maranhão e para a Jamaica pertenciam aos mesmos grupos. Existem algumas semelhanças dos quilombolas jamaicanos com os encontrados no Maranhão, e também nos ritmos jamaicanos com os ritmos do Tambor de Crioula
   E assim o reggae se tornou no Maranhão uma potência geradora de emprego e renda. Um atrativo turístico também que impacta direta e indiretamente milhares de pessoas. Além disso, é uma expressão cultural tão forte que Jamaicanos passaram a ir para morar e trabalhar com a música.

   E para quem curte o ritmo, hoje no Maranhão existem várias casas que tocam reggae. Dentre as principais estão:

ROOTS BAR
  

Localizado em um dos casarões do Centro Histórico, o Roots Bar oferece todas as sextas, festas de reggae comandadas por DJ’s renomados e animados ao som dos paredões das radiolas. Muito bom para quem quer apreciar o reggae roots, estilo predominante na casa.

End: Rua da Palma, nº 85, Centro. Tel: (98)3221-7580.
Horário de Funcionamento: Todas as sextas a partir das 21h.












CHAMA MARÉ
  
Localizado na Praia da Ponta d’ Areia, com uma belíssima vista para o mar, perfeito para apreciar o pôr do sol no fim das tarde. No Chama Maré, além da seqüência musical de reggae e de outras musicas caribenhas como a salsa e o merengue, tem apresentação de grupos de Tambor de Crioula.
End: R. São Marcos, n° 8, Ponta D’Areia. 
Tel: (98)8869-1903/8125-2423.
Horário de Funcionamento: Aos domingos, a partir das 17h.



BAR DO NELSON 
  
Localizado na praia do Calhau o Bar do Nelson é um dos principais points da juventude regueira de São Luís, com garantia de animação e muito agito. A sequência musical alterna Dj’s e bandas locais. O Bar frequentemente é palco para shows de bandas reconhecidas nacional e internacionalmente.
End: Av. Litorânea, n° 135, Calhau. 
Tel: (98) 98840-3196.
Horário de Funcionamento: Aos sábados, a partir das 0h.  








CREOLE BAR

Tendo como cenário o complexo de lazer a Lagoa da Jansen, o Creóle Bar, está localizado na Praia da Ponta d’ Areia, o espaço oferece ambientes para dançar, conversar e show de cantores renomados no Maranhão. Dentre várias opções musicais, a casa dedica as sextas-feiras ao reggae. No local, além de ouvir reggae e apreciar a vista da Lagoa da Jansen, podemos degustar deliciosos pratos típicos e variados tipos de bebidas.
End: Rua 27,n°01, Ponta D’ Areia. 
Tel: (98)3227-3940/98859-9948
Horário de Funcionamento: As sextas a partir da 21h.







 CASA DAS DUNAS
  
Com localização privilegiada e um serviço diferenciado, a Casa das Dunas é nova e possui uma programação musical diversificada. É o novo point da cidade e tem o reggae roots em sua programação.
End: Av. Litorânea s/n, Praia do Calhau. 
Tel (98) 3227-8695
Horário de funcionamento: a partir de quinta-feira, as 16h.




   Eu nunca fui em nenhuma dessas casas de reggae por isso não posso falar como é para vocês. E outra, nos feriados as casas funcionam em horários diferentes, por isso é sempre bom ligar para ficar por dentro das programações.

Muito obrigada galera e até o próximo post.
Beijoos!!!

terça-feira, 19 de abril de 2016

É HORA DE BRINCAR DE BUMBA-MEU-BOI E TAMBOR DE CRIOULA

   Oiee gente.
   Hoje, em mais um post eu quero chamar vocês para brincar de Bumba-meu-boi e Tambor de Crioula, tradições que surgiram no século XVIII e ainda hoje envolve a população de São Luís.
   As festas juninas em São Luís tem um caráter de celebração muito particular em relação ao resto do país e São João é o santo inspirador dessas festas, que marcam uma ecumênica influência cultural dos colonizadores e colonizados.
   São muitos os sotaques...Bumba-meu-boi, Tambor de Crioula, Cacuriá, Dança do Côco. E no meio de tanta diversificação, o bumba-meu-boi se diferencia como uma composição dramática que o aproxima dos altos medievais. Tem drama, música, enredo, personagens alegóricos e diálogos. De longe o bumba-meu-boi é a manifestação cultural mais importante de São Luís.





    As festas acontecem principalmente entre os meses de junho e julho, mas há muitos eventos fora de época que ocorrem durante todo o ano. Durante as festividades, o bumba-meu-boi ocupa todas as partes da cidade, da periferia aos shoppings, e grupos de todo o estado se reúnem, dançando e cantando noite adentro.
   Durante as apresentações, o Bumba-meu-boi conta em um animado e hilariante teatro de rua a história de Pai Francisco e sua mulher Catirina, empregados de uma grande fazenda. Catirina, grávida e desejando comer língua de boi, induz o marido a matar mimoso, o gado de estimação do senhor da fazenda. Sabendo do furto, o senhor ordena que vaqueiros e índios descubram toda a verdade, e assim o autor do crime é capturado. Depois de muita confusão, são convocados curandeiros e pajés que através de magia ressuscitam mimoso. O gado volta à vida e a comunidade festeja entoando cânticos de louvor e danças em volta do animal. Francisco então é perdoado.
   A variedade de ritmos ou sotaques (uma forma própria de se expressar através das vestimentas, da coreografia, dos instrumentos escolhidos e da cadência da música) é um dos grandes charmes do Bumba-meu-boi. No sotaque de São Luís, a base instrumental são as matracas, pedaços de madeira e, tambores de grande diâmetro, os pandeirões. Confeccionados em madeira e couro, os pandeirões são afinados à fogo o que tornam indispensáveis as tradicionais fogueiras que animam as festas. O envolvimento dos brincantes é quase religioso. Entidades espirituais e devotos do Tambor de Mina gostam do Bumba-meu-boi. Os cantadores de boi pedem a proteção dos encantados para o sucesso das apresentações e a maioria dos brincantes participam do boi em cumprimento a promessas realizadas.
  


   Ambos se misturam para a criação de uma nova brincadeira, o Tambor de Crioula. A tradição vem dos descendentes africanos. O Tambor de Crioula é mais uma manifestação tipicamente maranhense. Divertido e contagiante, pode ser visto em qualquer época do ano em São Luís. A temporada dos festejos juninos também é uma das mais propícias para se apropriar a brincadeira. O batuque é executado por homens que entoam canções em homenagem a santos católicos, desfiam casos de amor e provocam outros cantadores, enquanto as mulheres dançam em círculo fazendo girar suas saias coloridas e rodadas. O ritmo é marcado por 3 tambores improvisados ou conhecidos. Cada tambor tem uma função bem definida. O pequeno ou crivador faz o repicado, o médio, meião ou socador marca o ritmo, o grande ou roncador faz a marcação para a umbigada, o ponto alto da dança. É quando a dançarina deixa o centro da roda e choca a barriga com quem a substitui. É uma forma de convite para que a outra dançarina assuma a evolução no centro da roda. A umbigada representa uma passagem de energia do ventre com desejos de boa fertilidade e saúde aos descendentes umas das outras.
   No início o tambor era utilizado para comunicação, para o treinamento de capoeira e com o tempo foi adotado para festas e brincadeiras. Difundido pelas senzalas maranhenses contam que se originou com um certo Benedito, um escravo e cozinheiro que costumava roubar comida para alimentar e ajudar os negros que haviam sido castigados no tronco. Por seus feitos corajosos, driblando feitores e senhores, depois de sua morte foi transformado em santo e em padroeiro do Tambor de Crioula. Por isso em algumas vezes o tambor de crioula é usado como pagamento de promessas a São Benedito. Assim homenageiam o negro que alimentava e ajudava aqueles que precisavam.






   A magia, a beleza inebriante, o envolvimento apaixonado de quem participa diretamente dos rituais e das representações com fé em uma atmosfera quase religiosa, fazem de São Luís uma cidade única, de cultura marcante e fácil de se apaixonar.

   Fiquem agora com um vídeo muito bonito do Bumba-meu-boi e até o próximo post. Beeijos galera.

   Vídeo extraído do dvd Bumba boi de Maracanã.
   Música Maranhão meu tesouro, meu torrão (Humberto Maranhão).


sexta-feira, 15 de abril de 2016

LENDAS E ESTÓRIAS DE ASSOMBRAÇÃO

   Oie pessoal. Estamos aqui com mais uma postagem e desta vez, vamos contar estórias assombrosas dessa ilha maravilhosa. São lendas muito antigas, desde a época dos nossos colonizadores e são histórias bem interessantes. Como prometido aí vai...
   As lendas se originaram em cultos de magia muito antiga e foram estimuladas por rituais de religiões místicas. Uma delas profetiza o fim da ilha onde está assentada a cidade. Segunda a lenda, uma grande serpente habita os vários túneis que cortam o seu subsolo. Misteriosos, a origem desses túneis ainda desperta controvérsias entre estudiosos e a população. Para uns não passam de tradicionais sistemas de escoamento de água pluviais, para outros seriam rotas de fugas para padres ou vias de conexão entre as suas igrejas. O certo ou duvidoso é o que o imaginário popular os considera como uma morada de uma grande serpente que um dia irá afundar a ilha. Alguns contam que a serpente se mantém em sono profundo pelas entranhas da cidade. A sua cabeça estaria sob os pés de Nossa Senhora da Vitória no altar da Igreja da Sé e o rabo nos confins do túnel do ribeirão. No dia em que a cabeça e o rabo se encontrarem será o fim da ilha, que afundará no mar.

 Lenda da Serpente

   
   Outra lenda tem origem no culto sebastianista que ainda sobrevive no Maranhão. Sebastião, rei de Portugal, teria sumido em uma batalha travada em Marrocos contra os mouros, sem deixar herdeiros. Sempre esperado pelos súditos, o rei teria aparecido nas praias dos lençóis maranhenses encantado sob a forma de um touro divinizado como vodum chapanã. Chapanã, o rei, teria tido um breve romance com yemanjá, a rainha do mar, dessa união nasceu a princesa Iná. Como pai zeloso, o rei teria dado à sua filha um castelo na Praia do Boqueirão, antiga região de quilombos, onde hoje está sendo construída a zona portuária do Maranhão. Por conta do sacrilégio, vários acidentes e dificuldades encontrados durante a construção e operações no porto, são creditados a insatisfação das entidades do lugar.

Lenda do Rei Sebastião


   Porém, a mais terrível e assombrosa estória ocorre entre as ruas e os becos históricos de São Luís. Em noites solitárias e não menos tenebrosas, falam de uma velha senhora, dona Ana Jansen, que percorrem essas ruas por uma carruagem antiga, puxada por mulas sem cabeça ou por cavalos que soltam fogo pelas ventas. Essa senhora teria sido uma dama rica e poderosa, dona de inúmeros escravos. Diz a lenda que teria sido muito má com seus escravos, que muitos deles jazem emparedados ou atirados nos poços dos vários casarões que acreditam terem pertencido a ela. Dona Ana Jansen, por seus pecados, foi condenada a vagar pela cidade até que um dia alguém se apiede de sua alma.

Lenda Dona Ana Jansen


   E então galera gostaram? Eu adoro essas estórias...rsrs
   É isso aí. Eu vou ficando por aqui e renovo o convite para acompanhar as outras postagens. Ainda vem muita coisa bacana por aí.
  Um grande beijo e até o próximo post. 

terça-feira, 12 de abril de 2016

RELIGIÃO

   Oii genteee...hoje eu to aqui pra contar um pouco sobre a religião da Ilha do Amor. Como sabemos, o Maranhão é um estado com uma diversidade religiosa muito grande e em São Luís, as igrejas e monumentos religiosos são notáveis por seus aspectos construtivos e por sua ornamentação. Suas edificações datam e guardam passagens históricas do início da colonização.
   A igreja do Desterro, o primeiro templo construído na província, ficou marcada pela invasão dos holandeses que a profanaram, saquearam e demoliram. Ela se localiza no Largo do Desterro, S/N- Centro.
   Construída pelos jesuítas, a igreja de Nossa Senhora da Vitória (atual Catedral da Sé) foi fundada em homenagem à vitória dos portugueses contra os franceses na Batalha de Guaxenduba (aquela batalha que eu falei no post passado que custou a expulsão dos franceses do nosso Brasil de uma vez por todas). Ela se encontra na Av. Pedro II, S/N- Centro.

Igreja do Desterro e onde se localiza

Igreja Nossa Senhora da Vitória (atual Catedral da Sé) e onde se localiza

   A igreja de Nossa Senhora do Carmo serviu de abrigo aos portugueses durante a campanha contra os holandeses. Ela fica na Rua do Egito, 350- Centro.
   Na igreja de São João Batista repousam os restos mortais de Joaquim Silvério dos Reis, o delator da Inconfidência Mineira. Ela fica na Rua da Paz S/N- Centro, próximo ao número 22.

Igreja de Nossa Senhora do Carmo e onde se localiza

Igreja de São João Batista e onde se localiza

   No púlpito da igreja de Santo Antônio o padre Antônio Vieira pregava os seus sermões. No Convento dos Padres Franciscanos, foram realizadas as reuniões da Revolta de Bequimão (ou Revolta de Beckman), o primeiro movimento de emancipação do Brasil. O convento ficou conhecido também pelo processo movido pelos padres contra as formigas que saqueavam a despensa e ameaçavam a segurança da edificação. Na época o convento foi fundado junto com a capela Bom Jesus dos Navegantes e hoje os dois juntos formam a igreja de Santo Antônio. Ela se localiza na Rua Santo Antonio, S/N- Centro.
   Não menos notável é o Convento das Mercês, antigo mosteiro da ordem dos mercedários inaugurado pelo próprio padre Antônio Vieira quando do seu exílio no Maranhão. Na época dos festejos juninos, o convento traz diversas atrações culturais, como o tambor de crioula e o bumba-meu-boi. Ele se situa na Rua da Palma, 502- Desterro.

Igreja de Santo Antônio e Convento dos Padres Franciscanos e onde se localizam

Convento das Mercês e onde se localiza
   
   Porém, a fé do negro escravo se difundiu por toda ilha. Nos terreiros de cura, pajelança, mata e terecô, escravos e gentios da terra se uniram em reverencia aos seus deuses. Caboclos e encantados originados das matas somaram-se a entidades reais portuguesas, francesas, turcas e de famílias da África . Tornaram-se os donos do lugar, unidos e festejados muitas das vezes em conjunto com os santos católicos. São Luís é o único lugar em todo o Brasil onde se podem encontrar as casas da mina.
   Nessas casas toques de tambores cultuam tanto os voduns e orixás africanos, quanto os caboclos surgidos nos terreiros brasileiros. São festas e cerimônias que duram noites e dias inteiros, em alguns casos atreladas ao calendário cristão. Nelas as entidades são organizadas em nações e famílias. Os voduns são as entidades da encantaria africana, as mais antigas e prestigiadas, os gentios são os encantados da nobreza européia, geralmente cristãos associados a orixás e aos santos católicos. Os caboclos são as entidades associadas aos mares, aos rios e às matas.
   Nos rituais da mina não são raros os participantes que entram em transe com índios, surrupiras, botos, fulupas ou com outros encantados. O transe é um estado alterado, como uma hipnose quando os espíritos dos encantados se apossam dos médios que entram em contato direto com o mundo espiritual, o que é quase sempre alcançado.

Igrejas antigamente. Em cima, da esquerda para a direita: Igreja do Desterro, Catedral da Sé e Igreja Nossa Senhora do Carmo. Em baixo, da esquerda para a direita: Igreja São João Batista, Igreja de Santo Antônio e Convento das Mercês.
      
   Eu vou ter a oportunidade de mostrar para vocês no vlog não só sobre essas igrejas históricas, mas também de tudo que eu falo aqui no blog. Cada ponto turístico, cada história contada...Quero mostrar tudo bem de pertinho (NOVIDADES QUE VEM POR AÍ...rsrs).
   Então é isso meus amores. Espero que gostem de mais uma informação e até o próximo post sobre as LENDAS ASSOMBROSAS DE SÃO LUÍS...rsrs.

   Beijoos!!!

sexta-feira, 8 de abril de 2016

UM POUCO DE HISTÓRIA...

   Iaii galeera.
   Hoje eu to aqui pra contar um pouco a história dessa cidade maravilhosa, nossa bela São Luís. Tem muita coisa legal nessa história e o mais interessante é que até hoje é possível ver muitos traços dos nossos colonizadores na arquitetura e cultura da cidade.
   Eu tentei resumir ao máximo para o post não ficar muito longo, mas como eu quero passar para vocês direitinho como tudo aconteceu, não pude deixar muita coisa de fora.
   Sem mais delongas...vamos começar.     
   A história de São Luís tem início um pouco antes do descobrimento do nosso Brasil. Em meados do século XV, piratas nórdicos, genoveses, franceses, holandeses e portugueses já frequentavam as costas da ilha, fazendo troca de mercadorias regularmente com os índios da região. Eles vinham em busca das drogas do sertão (raízes, folhas, cascas e especiarias) extraídas da mata, utilizadas como remédios e que ajudavam a conservar e temperar os alimentos. Eram produtos de alto apreço e de grande procura na Europa e são comercializados ainda hoje.


                                            
    Índios e colonizadores; Daniel de La Touche

   A fundação oficial da cidade se deu em 8 de setembro de 1612, quando o francês Daniel de La Touche, Senhor de La Ravardiére por lá aportou. Seu nome foi inspirado no rei da França, Luís XIII. O sítio escolhido coincide com o centro administrativo da cidade onde hoje se situam as sedes dos governos Estaduais e Municipais, o Palácio Episcopal e o Tribunal de Justiça (vou falar de cada um deles separadamente). Nesta colina cercada por dois rios profundos, o Anil e o Bacanga, estrategicamente os franceses procuravam um lugar que se pudesse defender. Para os franceses, a ilha se mostrava ideal para a fundação de uma ambicionada colônia e de uma segura rota marítima para a Europa. Uma França Equinocial seria iniciada em uma ilha paradisíaca, com extensas faixas de praias e dunas, farta vegetação e recortada por inúmeros rios e igarapés, o que garantia abundancia de água e provisão de alimentos.


Praça Dom Pedro II antigamente e atualmente

   O sonho Francês teve fim logo após a ocupação, quando os portugueses avançaram sobre o forte e conquistaram a ilha. Em 1641, São Luís foi invadida pelos holandeses que por lá ficaram durante mais 3 anos. E em 1644, após batalhas e vitórias, Portugal garantiu definitivamente a posse da cidade.
   Estima-se que no fim do século XVII tenha surgido o conjunto urbanístico de caráter civil que compõe o Centro Histórico da capital maranhense e se constitui em um dos mais representativos e ricos exemplares do traçado urbano e da tipologia arquitetônica produzidos pela colonização portuguesa. Projetada pelo engenheiro militar português Francisco Frias de Mesquita, São Luís foi construída em traços regulares o que ainda hoje se faz presente na forma da cidade. A São Luís da época mostra a grande influencia renascentista em sua malha reticulada. Ruas retas, quarteirões quadrados e lotes uniformes.
   Sempre mantendo uma relação muito estreita com o mar, o planejamento de São Luís não dispensou sua preocupação com novas invasões. A atual ponta da areia se configurou em uma estratégica localização para defesa e proteção da cidade, desde o século XVII quando foi construído o Forte de Santo Antônio da Barra e o Forte de São Marcos, no fim do século XVIII.
   Data desta época o período de maior urbanização da cidade, estimulado pelas exportações de algodão e açúcar e sob influência do estilo pombalino, do Marques de Pombal, inspirada na reconstrução de Lisboa destruída por um terremoto em 1755.


Centro histórico antigamente

Centro histórico atualmente



     A dependência econômica e política à Lisboa submetia São Luís ao modelo português. Surgiu nesse período o bairro da Praia Grande, na primeira região portuária da cidade, o que estabeleceu o início do desenvolvimento comercial da região com a construção de aterros, pavimentação de ruas e do cais da sagração. A Praia Grande era o coração comercial da cidade e da província com armazéns, lojas e residências dos grandes comerciantes portugueses que exportavam algodão e importavam tudo que a Europa produzia.
   Nas inúmeras construções no que hoje é reconhecido como o maior conjunto de arquitetura urbana civil de origem portuguesa da América Latina, pode-se deparar em São Luis com réplicas facilmente encontradas em Lisboa e na Cidade do Porto. O ritmo das janelas, os balcões trabalhados em serralheria, as portas com bandeiras de ferro e a forte presença de azulejos, identificam os valores patrimoniais do acervo da arquitetura tradicional lusitana. Em cima dos casarões os mirantes surgiram como uma característica própria às condições climáticas da ilha, quentes e úmidas, sujeitas à chuvas muito fortes.
   Nas fachadas sem azulejo o colorido natural dos tons fortes e quentes com predominância do ocre, amarelo e vermelho, das portas e dos telhados de barro, torna-se uma mistura provocante, um colorido exuberante e que produz uma policromia atraente na vista aérea da cidade.
   São Luis possui um conjunto arquitetônico e urbanístico com mais de 5 mil imóveis históricos, com destaque para a arquitetura colonial. Esse conjunto acha-se assentado em um sítio de 220 hectares com o traçado de 350 anos quase inalterado. O traçado urbano no qual esta inserido esta arquitetura foi reconhecido e a cidade ganhou um novo status, uma nova identidade, que vem sendo defendida e preservada. São Luís, Cidade Colonial.
   A manutenção desse traçado foi um dos fatores preponderantes para que São Luís recebesse em 1997 o título de Cidade Patrimônio da Humanidade. São Luís entrou para a história do descobrimento do Brasil como a única capital que não foi fundada por portugueses, mas se transformou na capital mais lusitana do Brasil.

Centro histórico de São Luís

   A São Luís republicana tentou se fazer industrial investindo em fábrica e infra-estrutura urbana. O Parque Fabril instalado na cidade que havia feito do Maranhão o segundo estado mais industrializado do país, não teria resistido ao endividamento. Hoje a maioria de suas fábricas podem ser encontradas em estado de ruínas ou transformadas em escolas e centros de venda de artesanato.
   Uma cidade em uma ilha. Uma ilha que apresenta uma paisagem cultural composta de elementos naturais e de costumes trazidos por levas de imigrantes que por lá aportaram. Valores miscigenados por brancos europeus, negros africanos, árabes e gentios da terra, traduzidos pela beleza artesã, pela rica culinária e pelas manifestações folclóricas literárias. Uma harmoniosa herança cultural, legados de uma geração de intelectuais em que se destacaram românticos poetas, humanistas, escritores, filólogos, historiadores e jornalistas. Homens de letras e pensamentos que contribuíram para o culto de uma sociedade instruída e que renderam a São Luís mais um codinome, Atenas Brasileira.

Vista aérea da cidade de São Luís

   Essa foi a história da cidade, mas não para por aqui não. Ainda tem mais coisas por vir. No próximo post eu vou falar da religião e cultura que tem muita influência dos colonizadores. E o melhor, das lendas sombrias de São Luís...rsrs.
   Eu vou ficando por aqui. Curtam, compartilhem e me sigam também nas redes sociais para não perder nenhum post.

   Obrigadaaa! =*

quinta-feira, 7 de abril de 2016

BEM VINDOS GALERAAA

   Esse é o primeiro post do Blog Ilha Bella Turismo e o objetivo dele é dar as boas vindas a vocês e contar um pouco sobre o Blog e o que vem por aí.
   Bom, o Blog foi criado com o intuito de mostrar as belezas e encantos da cidade de São Luís, no Maranhão, mais conhecida como a Cidade dos Azulejos. São Luís é uma cidade com muitas atrações turísticas, culinária regional bem diversificada e cultura local muito forte.
   Ao longo dos posts eu vou contar a história de São Luís, falar sobre cada ponto turístico, restaurantes, divertimento para quem gosta de sair a noite, hotéis e pousadas, cultura, comidas típicas, além de passeios à municípios como São José de Ribamar, Raposa, Alcântara e Lençóis Maranhenses, claro.
   Enfim, tudo que eu puder falar sobre a cidade para vocês eu vou estar sempre aqui colocando nos posts.
   Eu espero que gostem do Blog que será feito com muito carinho e amor por essa ilha maravilhosa que é São Luís. Venham e se apaixonem também.

   Fiquem agora com um vídeo produzido pela Prefeitura de São Luís e que eu gosto bastante.